Racismo no Brasil: casos da semana incluíram ofensas, ‘blackface’ e associação de cabelo a doença

09 maio 2022
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Brasil registrou uma série de ataques racistas em diversas cidades nesta semana. Casos ocorreram no Rio de Janeiro, São Paulo, Goiás e Minas Gerais. O Brasil registrou uma série de ataques racistas em diversas cidades na última semana. O g1 listou os casos que aconteceram em estados como Rio de Janeiro, São Paulo, Goiás e Minas Gerais.

O racismo é crime no Brasil, previsto na Lei 7.716/1989, que foi elaborada para regulamentar a punição de atos de preconceito de raça ou de cor. Além disso, desde 2021 o crime de injúria racial pode ser equiparado ao de racismo e ser considerado imprescritível, ou seja, passível de punição a qualquer tempo.

Racismo e injúria racial: entenda a diferença

Os episódios envolveram funcionários públicos, jovens saindo de festa e até parlamentares. Veja a seguir um resumo de cada um dos casos.

Em Goiânia, escola pediu 'cabelo escovado e maquiagem' para mães de alunos

Em São Paulo, uma mulher branca associou cabelo de negra a doença

Em Belo Horizonte, estudantes apontaram racismo em repúblicas de Ouro Preto

Em São Paulo, polícia abriu investigação contra Camilo Cristófaro por racismo

Em Niterói, RJ, entregador foi chamado de 'macaco'

Em São Paulo, houve caso de racismo contra deputado Orlando Silva

No Rio de Janeiro, três amigos negros foram impedidos de sair de festa

Leia abaixo sobre os sete casos de racismo da semana:

1. 'Cabelo escovado e maquiagem'

Bilhete de escola que pedia que mãe fosse maquiada e com cabelos escovados para sessão de fotos Goiânia Goiás

Reprodução/Arquivo pessoal

Uma escola de Goiânia pediu para que as mães dos alunos estivessem maquiadas e com os cabelos escovados para participarem de uma sessão de fotos com os filhos. Colégio Boas Novas pediu desculpas publicamente a qualquer mãe que tenha se sentido constrangida pelo conteúdo do bilhete.

2. Caso no metrô em SP

Mulher é acusada de racismo dentro do metrô de SP

Welica Ribeiro, mulher negra do Rio de Janeiro, estava num vagão do metrô de São Paulo. Uma mulher, identificada como Agnes Vajda, estava sentada ao seu lado e pediu para que ela tomasse cuidado com o cabelo, crespo, que, segundo Agnes, "poderia passar alguma doença".

3. Repúblicas de Ouro Preto

Estudantes apontam blackface em festa universitária de república em Ouro Preto (MG)

Estudantes da Universidade Federal de Ouro Preto denunciaram a atitude de moradores de duas repúblicas estudantis da cidade. Os alunos pintaram o rosto e partes do corpo com tinta escura, praticando a “blackface”. O "blackface" é uma prática que tem pelo menos 200 anos. Uma prática na qual pessoas negras eram ridicularizadas para o entretenimento de brancos.

4. Vereador em São Paulo

PSB de SP desfilia vereador Camilo Cristófaro após fala racista

O vereador de São Paulo Camilo Cristófarofez, durante uma sessão da Câmara Municipal, fez a seguinte declaração: “Não lavar a calçada...é coisa de preto, né?”. Polícia Civil de São Paulo abriu inquérito para investigar a conduta. Após a abertura do inquérito, o vereador admitiu que cometeu um erro ao usar o termo racista e disse que “precisa passar por uma desconstrução desses preconceitos”.

5. Defensora Pública em Niterói

VÍDEO: Defensora pública aposentada chama entregador de 'macaco' em Itapu, Niterói

A defensora pública aposentada Cláudia Alvarim Barrozo chamou um entregador de encomendas, que estava estacionado na frente de sua casa, de macaco. O episódio foi gravado pela vítima.

6. Denúncia de Orlando Silva

Orlando Silva em conferência eleitoral do PSOL em São Paulo (SP), em 30 de abril de 2022

ANDRÉ RIBEIRO/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

A Polícia Civil abriu uma investigação para apurar um possível caso de racismo contra o deputado federal Orlando Silva em um restaurante em São Paulo. O agressor teria se levantado e dito 'Aqui não é seu lugar'. Os investigadores apuram os crimes de racismo, ameaça, injúria, calúnia e difamação.

7. Segurança em festa no RJ

Jovens impedidos de deixar evento no Rio por não desbloquearem celulares denunciam racismo

Trio de amigos foi impedido de deixar a festa 'Baile Urucum' sem comprovar que os celulares que carregavam eram deles. Seguranças queriam obrigar que eles desbloqueassem seus telefones para provar que não eram roubados.


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