EUA começa a se preparar para paralisação de serviços públicos

28 set 2023
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Funcionários públicos dos Estados Unidos começaram a receber, nesta quinta-feira (28), notificações oficiais sobre a provável falta de fundos do Estado federal para remunerar seus serviços, e muitos ficarão em desemprego técnico temporário ou deverão trabalhar sem receber salários.

Tal paralisação, que já ocorreu outras vezes no país, deve começar no domingo caso o Congresso não chegue a um acordo sobre uma nova lei orçamentária.

Os funcionários do governo federal e os militares preparam-se há dias para esse "shutdown", como essa paralisação de serviços públicos é conhecida nos Estados Unidos, que pode causar distúrbios no tráfego aéreo, fechamento de parques e de repartições públicas.

As consequências da falta de acordo no Congresso parecem inevitáveis e os funcionários desses setores começam a ser informados da situação.

"Os empregados designados e pré-notificados estariam temporariamente em desemprego técnico, o que significa que não estariam autorizados a trabalhar ou a utilizar os recursos da secretaria", informou o Departamento de Saúde em um e-mail enviado nesta quinta-feira a funcionários ao qual a AFP teve acesso.

Os serviços considerados "essenciais" serão mantidos.

Porém, os funcionários deverão esperar até o final do "shutdown" para receberem seus salários de forma retroativa.

A paralisação mais longa nos Estados Unidos durou 35 dias, entre dezembro de 2018 e janeiro de 2019.

A única solução seria um acordo de último minuto na madrugada de 30 de setembro para primeiro de outubro entre republicanos e democratas no Congresso.

O Senado conseguiu um acordo de curto prazo que daria mais tempo aos legisladores para um acordo definitivo, mas na Câmara dos Representantes, o texto não passará: partidários de Donald Trump rejeitam apoiar qualquer texto que inclua ajuda financeira à Ucrânia, como deseja a Casa Branca.

O líder dos democratas no Senado, Chuck Schumer, atacou duramente o líder da maioria republicana na Câmara Baixa, Kevin McCarthy.

"Um pequeno número de extremistas - que não se importam em governar ou em preservar a democracia ou a força dos Estados Unidos no mundo - tem mais influência sobre McCarthy que a maioria de seu partido e a vasta maioria da Câmara dos Representantes", denunciou.

A Casa Branca quer incluir no novo orçamento um pacote de 24 bilhões de dólares (cerca de R$ 122 bilhões) em ajuda militar e humanitária à Ucrânia.


FONTE: Estado de Minas


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