Iraque pede à Suécia extradição do autor de profanações ao Alcorão

12 set 2023
Fique por dentro de todas as notícias pelo nosso grupo do WhatsApp!

Salwan Momika, refugiado iraquiano na Suécia e autor de várias profanações ao Alcorão, o livro sagrado dos muçulmanos, foi interrogado, nesta terça-feira (12), pela polícia sueca no âmbito de um pedido de extradição de parte do Iraque, anunciaram a parte interessada e seu advogado.

"O Iraque pede minha extradição, para que (eu) possa ser julgado no Iraque segundo a lei islâmica, porque queimei o Alcorão na Suécia", disse ele.

Momika desencadeou uma onda de indignação internacional em junho, ao queimar e pisotear um exemplar do livro sagrado em frente à maior mesquita de Estocolmo no primeiro dia do Aid-al-Adha (Festa do Sacrifício), celebrado por muçulmanos em todo o mundo.

"O Iraque quer que seja extraditado porque queimou um Alcorão em frente a uma mesquita em junho. A lei estipula que, para ser extraditado, [o ato praticado] deve ser um crime na Suécia como no Iraque", explicou seu advogado, David Hall.

"Não é um crime na Suécia, por isso não é possível extraditá-lo", acrescentou após a audiência.

Segundo o advogado, o promotor encarregado do caso deveria dirigir-se ao Tribunal Supremo, que decidirá sobre o pedido de extradição.

Momika assegurou que ia "apresentar uma denúncia contra o ministro das Relações Exteriores iraquiano, Fuad Hussein, por cometer um crime político contra mim", em referência ao pedido de extradição.

Depois de uma nova profanação ao Alcorão em julho, o Iraque ordenou a expulsão da embaixadora sueca em Bagdá e a suspensão da licença da gigante de equipamentos de telecomunicações Ericsson no país.

O governo sueco condena a profanação do livro sagrado do Islã, mas destaca o predomínio da liberdade de expressão e de reunião em seu território.

Em meados de agosto, a Suécia decidiu elevar seu nível de alerta terrorista, avaliando que a ameaça de atentados "persistirá durante muito tempo".

O governo está estudando os meios legais para proibir manifestações em que livros religiosos sejam profanados, mas não está seguro de que irá contar com uma maioria para modificar sua legislação sobre o tema.


FONTE: Estado de Minas


VEJA TAMBÉM
FIQUE CONECTADO