Meloni admite que esperava ‘poder fazer mais’ para controlar imigração irregular

24 set 2023
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A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, admitiu que esperava fazer mais para controlar a imigração irregular, que aumentou desde a histórica vitória de seu partido, de extrema direita, nas eleições realizadas há um ano.

"É claro que esperávamos mais em matéria de imigração (...) Trata-se, sem dúvida, de um problema muito complexo, mas tenho a certeza de que chegaremos ao fundo da questão", disse ela em uma entrevista transmitida pela televisão no sábado (23), por ocasião do aniversário da vitória eleitoral.

O partido pós-fascista Irmãos da Itália, de Meloni, foi eleito, em grande parte, pela promessa de reduzir a imigração em massa para a Itália. O número de chegadas de barcos do Norte da África aumentou, porém, com mais de 130.000 registradas pelo Ministério do Interior desde o início do ano, em comparação com 70.000 no mesmo período de 2022.

Após a chegada de 8.500 pessoas à pequena ilha de Lampedusa em apenas três dias, no início do mês, Meloni pediu à União Europeia que aja mais para ajudar a aliviar a pressão.

Bruxelas anunciou esta semana que vai desbloquear dinheiro para a Tunísia - de onde partem vários barcos -, no âmbito de um pacto destinado a conter as migrações irregulares procedentes desse país.

O principal parceiro da coalizão de Meloni, Matteo Salvini, do partido anti-imigração Liga, rejeitou os esforços da UE para administrar o afluxo de chegadas, para ele "um ato de guerra".

O vice-primeiro-ministro, que fechou os portos italianos aos navios de resgate de migrantes enquanto estava no governo em 2019, é a favor de uma abordagem mais dura.

Desde que assumiu o poder, em outubro passado, o governo de Meloni restringiu as atividades dos navios de resgate humanitários, os quais acusa de encorajarem os migrantes. Ao mesmo tempo, comprometeu-se a reprimir os traficantes.

Também tentou estimular a repatriação das chegadas consideradas impróprias para asilo e exigirá que os migrantes à espera de uma decisão a esse respeito paguem uma fiança de 5.000 euros (5.320 dólares), ou sejam enviados para um centro de detenção.


FONTE: Estado de Minas


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