MP da Colômbia investiga ameaças contra uma filha do presidente

07 set 2023
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O Ministério Público (MP) da Colômbia anunciou, nesta quinta-feira (7), que investigará e convocará para interrogatório os supostos responsáveis pelas ameaças nas redes sociais contra uma filha do presidente Gustavo Petro e um funcionário de seu governo.

"Espero que te matem", dizia a mensagem recebida por Andrea Petro, de acordo com uma captura de tela que seu pai e presidente de esquerda publicou na terça-feira na rede social X, antes Twitter, junto de uma denúncia.

Nesta quinta-feira, o MP afirmou em um comunicado que "identificou e individualizou os supostos responsáveis por atos intimidatórios" contra a filha do presidente e Daniel Rojas, diretor da Sociedade de Ativos Especiais, encarregada de administrar os bens confiscados do narcotráfico.

O MP afirmou que, em ambos os casos, os suspeitos foram convocados para interrogatório "nos próximos dias", sem especificar as datas.

Petro, ex-senador e ex-guerrilheiro que lutou contra o Estado colombiano antes de assinar a paz em 1990, expressou preocupação várias vezes com sua segurança e a de sua família.

"Eu pediria ao procurador-geral que use técnicas de informática forense para identificar a pessoa real que está enviando essas mensagens de morte para minha filha", escreveu na terça-feira o primeiro presidente de esquerda da história do país.

Em entrevista à Blu Radio da França, Andrea Petro afirmou que uma das razões pelas quais vive fora do país são o cyberbullying e as ameaças que recebe desde a infância.

"Eu sofri com isso a minha vida inteira", acrescentou, e relatou que com frequência é insultada nas ruas, sendo chamada de "guerrilheira".

Na Colômbia, um país marcado por um conflito de mais de seis décadas, o espectro do assassinato de líderes políticos paira sobre o governo.

Em janeiro, a vice-presidente Francia Márquez denunciou um plano para assassinar sua vida.

Em 2019, antes de assumir o cargo, ela foi alvo de ataques com granadas e tiros de fuzil de assalto por sua atuação como ativista ambiental no departamento de Cauca.

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FONTE: Estado de Minas


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