Guerra entre facções pode ter vitimado oito presos em presídio de JF

21 jul 2023
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Uma suposta guerra entre duas das maiores facções criminosas do país pode ter feito mais duas vítimas nesta semana dentro da penitenciária Ariosvaldo Campos Pires, em Juiz de Fora, na Zona da Mata Mineira. Dois presos foram encontrados mortos da cela da cadeia, fazendo o presídio chegar a oito mortes apenas neste ano.
 
As duas vítimas desta semana são Wilson dos Santos Albertino Júnior, de 28 anos, e Johny Roberto da Silva Carlota, de 34, que foram admitidos na unidade prisional no último dia 18. As mortes ocorreram nos dias 20 e 21. Eles foram encontrados sem vida na cela, com uma corda enrolada no pescoço.
As circunstâncias da morte ainda estão sendo apuradas. No entanto, o Sindicato dos Policiais Penais de Minas Gerais recebeu denúncias de que a penitenciária virou palco de rivalidade entre as facções Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV).
O vice-presidente do Sindicato dos Policiais Penais de Minas Gerais (Sindipen-MG), Wladmir Dantas, levantou preocupações quanto à integridade física dos policiais penais que trabalham na unidade. “Pode respingar para policiais e funcionários do setor administrativo, isso tem que ser apurado seriamente. Os policiais já passam por muitos problemas, e esse seria mais um. Tem que ser apurado rapidamente”, disse.
 

Outras mortes

Nos últimos meses, o Estado de Minas noticiou várias ocorrências ocorridas dentro da unidade. No dia 27 de maio, um homem de 24 anos foi encontrado morto dentro de sua cela nas mesmas condições. Ele estava com uma corda artesanal, conhecida como “tereza”, amarrada ao pescoço. 
 
No dia 28 de abril, conforme informações do Departamento Penitenciário de Minas Gerais (Depen-MG), um homem foi baleado na perna por outro preso. Ele foi socorrido e encaminhado para uma unidade de saúde. Um procedimento administrativo foi aberto pela direção para apurar o fato.
A reportagem entrou em contato com a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp-MG) e com a Polícia Civil e aguarda retorno.

FONTE: Estado de Minas

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