Ailton Krenak, novo imortal da ABL, realiza palestra de abertura do 3º Flitabira

03 nov 2023
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O escritor, líder indígena e ambientalista, participa no dia 1 de novembro, quarta-feira, às 19h30, fazendo a palestra de abertura do Festival A realização de um festival literário, assim como qualquer evento público, acarreta no aumento das emissões de gases na atmosfera, com destaque para o dióxido de carbono. O incremento no tráfego de veículos, incluindo carros e ônibus na área circundante, o movimento de caminhões, a produção dos elementos estruturais do evento, bem como o deslocamento dos convidados de diferentes estados e países, utilizando meios de transporte terrestres ou aéreos: tudo isso contribui para a poluição do ar. Independentemente do valor cultural que um grande evento possa agregar à cidade, como é o caso do Festival Literário Internacional de Itabira, o 3.° Flitabira, é importante reconhecer que ele também gera impactos ambientais invisíveis a olho nu, sendo conhecidos como o “efeito estufa”.

A solução mais comum é simples: compensar carbono plantando árvores – essa é uma prática que o Fliaraxá - Festival Literário de Araxá - faz há anos. Seguindo a mesma linha, o Fliparacatu - Festival Literário de Paracatu - adotou a proposta em sua primeira edição, realizada em agosto de 2023. Ambos os festivais têm a curadoria e gestão de Afonso Borges.

Festival conta com programação nacional, internacional, regional e infantojuvenil

Daniel Bianchini

A proposta para o 3.º Flitabira é avançar no conceito e na ação no tocante à reparação dos danos ambientais e à captura de Gases de Efeito Estufa (GEE). De agora em diante, o Flitabira atuará seguindo esta linha, superando suas edições anteriores.

Em convênio firmado com o Instituto Terra, além do plantio de árvores, o Flitabira investirá no cultivo de plantas nativas, fundamentais para a regeneração do meio ambiente e a proteção da biodiversidade. O convênio com o Instituto Terra incrementa também um dos pontos fortes do Instituto: a educação ambiental na formação de jovens profissionais especializados. E, no futuro, o mais importante: a recuperação de nascentes, atividade que o Instituto Terra tem excelência nestes 25 anos de existência.

Organização parceira do Flitabira desde sua criação, Instituto Terra tem como fundadores Sebastião Salgado e Lélia Wanick Salgado

Alexandre Guzanshe

O Flitabira, assim como seus festivais parceiros, o Fliaraxá e o Fliparacatu, tem orgulho em ser adepto do projeto de compensação de carbono em parceria com o Instituto Terra. A satisfação é ainda maior quando se trata de Itabira, que, desde a edição de estreia do Festival Literário do município, já promovia a prática da descarbonização.

O Instituto Terra é uma organização brasileira sem fins lucrativos que se dedica à conservação e recuperação do meio ambiente. Foi fundado em 1998 pelo fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado e sua esposa, Lélia Wanick Salgado.

O Flitabira

Criado pelo jornalista Afonso Borges – que é também o idealizador do Festival Literário de Araxá (Fliaraxá) e do Sempre um Papo –, o Flitabira realizará sua terceira edição entre os dias 31 outubro e 5 de novembro de 2023, celebrando 121 anos de nascimento do poeta Carlos Drummond de Andrade. As atividades acontecem tanto de forma presencial, na Praça do Centenário, quanto on-line, pelo canal no YouTube do Festival.

O Flitabira tem patrocínio do Instituto Cultural Vale, via Lei de Incentivo à Cultura, a Lei Rouanet, do Ministério da Cultura, com o apoio da Prefeitura de Itabira e União Brasileira de Escritores – UBE.


FONTE: G1 Globo


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