Metralhadoras furtadas de quartel de SP foram oferecidas à facção do Rio

19 out 2023
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As 21 metralhadoras furtadas do Arsenal de Guerra de São Paulo teriam sido oferecidas à maior facção do Rio de Janeiro, a Comando Vermelho, pouco depois do feriado de 7 de setembro. Cada armamento foi ofertado por R$ 180 mil. O sumiço das armas foi notado durante uma inspeção, realizada em 10 de outubro. As metralhadoras são "inservíveis", ou seja, estavam recolhidas para manutenção.

Segundo apurações do  g1 , a Polícia Civil do Rio de Janeiro teve acesso a um vídeo que mostrava quatro metralhadoras. O registro foi encaminhado ao Exército brasileiro, que investiga o caso. As imagens foram incluídas em Inquérito Policial Militar. Parte da tropa do Arsenal de Guerra está recolhida no quartel para contribuir com o curso da investigação.

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A oferta da metralhadora ponto 50 foi feita ao traficante William de Souza Guedes, conhecido como "Corolla", antigo "Chacota de Manguinhos". O criminoso é uma das pessoas de confiança dos chefes da facção Comando Vermelho.O nome de William aparece como "procurado pela Justiça"  em uma lista que reúne os principais foragidos do Rio de Janeiro, feita pelo Disque-Denúncia e a Secretaria de Segurança Pública do Estado.

 

William tem mandados de prisão por tráfico de drogas, roubo e é um dos suspeitos de envolvimento na morte do soldado da Polícia Militar do Rio de Janeiro Daniel Henrique Mariotti, de 30 anos, em janeiro de 2019.

Depois, ele teria telefonado para Wilton Carlos Rabelho Quintanilha, conhecido como Abelha. Ele é um dos maiores líderes da facção que se encontra em liberdade. A Polícia Civil investiga se o negócio foi fechado entre o grupo que furtou os armamentos, que ainda não foi identificado, e o Comando Vermelho.

Treze das 21 metralhadoras são capazes de derrubar aeronaves. A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo informou que as polícias Militar e Civil do estado estão mobilizadas para auxiliar na localização das metralhadoras e na identificação dos responsáveis pelo furto.

"Por meio do Muralha Paulista, estão sendo analisados registros digitais sobre veículos e pessoas nas vias próximas e de acesso ao local do crime com o objetivo de identificar alguma anormalidade de interesse policial", disse a pasta, em nota.

O Correio tenta contato com o Comando Militar do Sudeste para saber mais informações sobre as investigações, mas até a publicação desta matéria, o jornal não obteve retorno. O espaço segue aberto para eventuais manifestações.

 


FONTE: Estado de Minas


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