Integrante do Pussy Riot deixa Rússia disfarçada de entregadora de comida

11 maio 2022
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Uma das integrantes do grupo de protesto russo Pussy Riot, Maria Alyokhina, contou nesta quarta-feira (11) que conseguiu deixar a Rússia depois de enganar a polícia, ao se disfarçar de entregadora de comida.

O ativista se soma aos milhares de russos que deixaram o país desde o início da ofensiva russa na Ucrânia em 24 de fevereiro.

Em setembro, Alyokhina foi condenada a um ano de "restrições" à sua liberdade - entre elas controle judicial, toque de recolher noturno e proibição de sair de Moscou - por ter convocado uma manifestação contra a prisão do líder da oposição russa Alexei Navalny.

Em abril, a Justiça russa endureceu as medidas contra Alyokhina, substituindo-as por uma pena de prisão, em uma audiência à qual ela não compareceu.

Em entrevista ao jornal The New York Times, a ativista de 33 anos disse hoje que conseguiu sair de Moscou disfarçada de entregadora de comida. Deixou seu celular para trás, para evitar ser rastreada pela polícia.

Ela então cruzou a fronteira para Belarus e, uma semana depois, conseguiu atravessar para a Lituânia após várias tentativas.

"Fiquei feliz por ter conseguido, porque foi um grande e imprevisível 'beijo de despedida' para as autoridades russas", disse Maria ao NYT.

Sua companheira Lucy Shtein, também membro do Pussy Riot, publicou no Twitter uma foto de Maria Alyokhina com um uniforme verde da empresa Delivery Club e com um bolsa de entrega de comida nas costas.

Alyokhina "não fugiu da Rússia, ela saiu em turnê", começando por um show em 12 de maio em Berlim para arrecadar fundos para a Ucrânia, tuitou Lucy.

Maria Alyokhina já cumpriu uma pena de dois anos de prisão por fazer uma "oração punk" na principal igreja da Rússia - a Catedral de Cristo Salvador de Moscou -, em 2012.

THE NEW YORK TIMES COMPANY

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