País já registra 54 casos e 9 mortes

16 jun 2023
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A Secretaria de Saúde de Campinas e o Instituto Adolfo Lutz confirmaram, ontem, a quarta morte por febre maculosa na cidade. A vítima é uma adolescente de 16 anos, que participou de uma festa na Fazenda Santa Margarida, em 27 de maio, onde outras três pessoas foram contaminadas e também morreram por complicações da doença. Ao todo são seis casos na cidade, entre confirmados e em investigação. “O distrito de Joaquim Egídio ,onde fica a fazenda, é mapeado como área de risco para a doença", informou a pasta, em nota.
 
 De acordo com o Ministério da Saúde, este ano, no Brasil já foram confirmados 54 casos da doença, dos quais nove resultaram em mortes. A maior concentração está nas regiões Sudeste e Sul do país. Em Minas Gerais, segundo dados da Secretaria de Estado de Saúde, foram registrados até agora nove casos, com duas mortes. Não há notificações da doença na capital mineira, que mantém ações preventivas, que foram intensificadas a partir de 2016, quando uma criança de 10 anos morreu em decorrência da enfermidade.
 
Em nota, o Ministério da Saúde informou que distribui aos estados antimicrobiano para o tratamento da doença, e vem promovendo ações recorrentes de capacitações direcionadas às vigilâncias estaduais e municipais, envolvendo profissionais da vigilância e da atenção à saúde. “Atualmente, todas as unidades federativas estão abastecidas com os medicamentos prioritários para o tratamento da febre maculosa”, diz a pasta.
 
 “O Ministério da Saúde tem estoque estratégico e já colocou à disposição para enviar novas remessas aos estados que precisarem. A pasta também vem realizando a divulgação de diretrizes técnicas e recomendações de conduta de manejo clínico dos pacientes suspeitos e de vigilância ambiental, além da divulgação de materiais educativos para prevenção da doença”, reforçou.
 
A febre maculosa é provocada pela bactéria do gênero Rickettsia transmitida pelo carrapato-estrela, que se hospedam principalmente em capivaras, cavalos e bois. No caso registrado em BH em 2016, a criança contaminada – Thales Cruz,  havia estado em um parque nos arredores da Lagoa da Pampulha, o que acendeu um alerta sobre a concentração de capivaras na região. A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) informa que, para controlar a população das capivaras, foi necessário restringir a reprodução desses animais por meio de um trabalho iniciado em 2017. Elas foram esterilizadas, microchipadas e passaram por um censo, que contabilizou 56 animais no entorno da lagoa. Em 2022, esse número caiu para 12.
 
“Tendo em vista o trabalho de manejo e esterilização realizado é natural que a população de capivaras diminua com o passar do tempo. Algumas capivaras morrem por idade, em disputas por território com outros animais da mesma espécie ou em outras dinâmicas comuns da interação com a fauna existente no local. Uma vez que a Lagoa da Pampulha é um ambiente relativamente isolado pela urbanização ao redor, outras capivaras não chegaram ao local e a população se manteve estável, sem reprodução e, com isso, diminuindo naturalmente, como era esperado.”
 
A PBH afirma ainda que mantém o calendário de ações preventivas e de controle nos meses de abril, agosto e novembro com monitoramento ambiental dos carrapatos. Já a Secretaria Municipal de Saúde, por meio dos Agentes de Combate a Endemias, também mantém ações educativas, com a distribuição de material informativo e preventivo para a população. Além disso, entre os meses de abril e agosto, é feito controle vetorial em equídeos, com aplicação de carrapaticida tópico.  A Fundação de Parques Municipais e Zoobotânica informa que, até o momento, não houve registro oficial da presença de carrapatos contaminados pela bactéria da febre maculosa em parques de administração municipal.
 
Neste ano, foram registrados nove casos de febre maculosa em Minas, com duas mortes, conforme dados da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG). A primeira morte no estado foi em Manhuaçu, na Zona da Mata mineira, em abril. Porém, a causa só foi confirmada no início de junho. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, o paciente, de 54 anos, tinha comorbidades, como diabetes, hipertensão e cardiopatia.

FONTE: Estado de Minas

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