‘Quebrei regras para torná-lo possível’, diz piloto sobre submarino sumido

22 jun 2023
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Desaparecido no Oceano Atlântico, desde o último domingo (18/6), um dos tripulantes do submarino da Oceangate, o CEO da empresa que promovia a viagem e também piloto da embarcação, Stockton Rush, chegou a dizer em entrevista que "quebrou regras" para tornar o submarino possível e foi muito questionado sobre a segurança oferecida aos tripulantes.
A fala ocorreu durante as gravações para o canal do Youtube "alanxelmundo", do ator mexicano Alan Estrada, em 2021. Nele, o ator documentou toda uma viagem que fez no submarino, mostrando o passo a passo de como se operava o veículo, além de entrevistar a equipe da Oceangate e mostrar cenas do navio do Titanic.
"Acho que foi o general [Douglas] MacArthur quem disse: 'Você é lembrado pelas regras que quebra'. E você sabe, eu quebrei algumas regras para fazer isso [o submarino]. Acho que as quebrei com lógica e boa engenharia por trás de mim. A fibra de carbono e titânio, há uma regra para não fazer isso, mas eu fiz," afirmou o CEO.
"É escolher as regras que você quebra que são as regras que irão agregar valor aos outros e agregar valor à sociedade, e isso realmente para mim tem a ver com inovação," disse Rush.

Preocupação com a segurança

Em 2022, o repórter David Pogue, da CBS, também fez uma matéria especial sobre o submarino. Contudo, o repórter relatou ter ficado extremamente preocupado com a segurança dele. "Parece que este submersível tem alguns elementos de jerry-riggedness do MacGyver. Quero dizer, você está colocando canos de construção como lastro," afirmou Pogue na reportagem.
O termo "jerry-riggedness do MacGyver" é usado para descrever reparos provisórios ou temporários feitos apenas com as ferramentas e materiais próximos. De acordo com a reportagem da CBS — que também foi contada no podcast Unsung Science —, as questões de segurança foram sempre levantadas para Rush, que garantiu o funcionamento da embarcação.

"Não sei se usaria essa descrição. Mas há certas coisas que você quer que sejam abotoadas. O vaso de pressão não é MacGyver, porque é onde trabalhamos com a Boeing, a NASA e a Universidade de Washington. Todo o resto pode falhar, seus propulsores podem ir, seus as luzes podem apagar. Você ainda estará seguro."Leia também: 'Operação kamikaze', diz empresário alemão que fez passeio a bordo do Titan

Entretanto, antes de embarcar todos precisam assinar uma papelada que, entre outro termos, diz: "Esta embarcação experimental não foi aprovada ou certificada por nenhum órgão regulador e pode resultar em lesões físicas, traumas emocionais ou morte."
Após o desaparecimento da embarcação, Pogue usou as redes sociais para comentar sobre o caso e, quando questionado sobre as preocupações que teve sobre a segurança durante os dias do passeio, destacou que: "Sim, [tinham] muitas bandeiras vermelhas! É por isso que tanto a história da TV quanto o episódio do podcast 'Unsung Science' passaram tanto tempo desafiando o CEO sobre a segurança e a construção do submersível," disse o repórter do Twitter.
Pogue não estava entre os tripulantes que desceram até o Titanic na embarcação e ficou dentro do navio de controle que ficava na superfície. "Eles ainda podiam enviar textos curtos para o submarino, mas não sabiam onde ele estava. Estava quieto e muito tenso, e eles desligaram a internet do navio para nos impedir de twittar."

FONTE: Estado de Minas


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