Saiba por que fontes de Césio-137 recuperadas após furto em MG ainda não foram devolvidas à mineradora

17 jul 2023
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Equipamentos haviam desaparecido no final de junho e foram encontrados na última semana em uma empresa de sucatas na capital paulista. As fontes de Césio-137 recuperadas em São Paulo após serem furtadas em Nazareno, no Sul de Minas, ainda não foram devolvidas à mineradora AMG. Os equipamentos haviam desaparecido no final de junho e foram encontrados na última semana em uma empresa de sucatas na capital paulista.

De acordo com a Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), as fontes só serão devolvidas à mineradora após o término da investigação da Polícia Civil. O inquérito de apuração, conforme a polícia, não possui previsão para ser finalizado.

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Polícia Civil

Segundo a CNEN, as fontes de Césio-137 foram levadas para o Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN), em São Paulo.

O material passa por avaliações para averiguar a integridade das cápsulas feitas com aço inoxidável e blindadas em aço inox.

Ainda conforme a CNEN, os técnicos também avaliam as taxas de dose do Césio-137 das fontes radioativas e as condições de uso.

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Buscas pelas cápsulas desaparecidas

Segundo a mineradora AMG, os equipamentos desapareceram no dia 29 de junho. Assim que perceberam, eles acionaram a polícia, fizeram o boletim de ocorrência e acionaram os órgãos de fiscalização.

Desde o dia da notificação do desaparecimento, técnicos da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) continuavam as buscas pelas cápsulas de Césio-137 que desapareceram de uma mineradora de Nazareno.

Polícia investiga furto de fontes radioativas de césio-137 de mineradora em Nazareno, em MG

CNEM

Juntamente com policiais civis e militares de meio ambiente, eles fizeram uma varredura com detectores de radiação em mais de 300 hectares da empresa.

De acordo com a CNEN, outra equipe foi enviada do Rio de Janeiro para Nazareno. O objetivo é verificar as circunstâncias do desaparecimento e também as atuais condições de segurança da empresa.

A Polícia Civil de Minas Gerais informou na tarde do dia 10 de julho que as duas caixas contendo Césio 137, furtadas em Nazareno, foram encontradas em São Paulo. Conforme a assessoria da CNEN, as caixas foram encontradas em uma empresa de sucatas na capital paulista, a 432 quilômetros do local de onde foram levadas.

Conforme comunicado da AMG Brasil, os equipamentos foram localizados em um estabelecimento comercial que atua com revenda de sucatas no Estado de São Paulo.

O que são as fontes que desapareceram

As fontes furtadas são de Césio-137, confeccionadas em material cerâmico. Elas são duplamente encapsuladas com aço inoxidável e blindadas externamente em aço inox, resistente ao impacto.

Segundo a Comissão Nacional de Energia Nuclear, com atividade individual de 5 mCi, elas compunham equipamentos medidores de densidade, sendo classificadas como de categoria 5, de baixo risco. Vale ressaltar que um milicurie (mCi) equivale a um milésimo de um Curie.

Com detectores de radiação, CNEM faz buscas para localizar cápsulas de césio-137 que desapareceram em mineradora

Reprodução/EPTV

Ainda conforme o CNEN, técnicos do Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear (CDTN), unidade da CNEN localizada em Minas Gerais, se dirigiram ao local na sexta-feira (30/06) para levantar todas as informações a respeito do evento e verificar as ações dos técnicos de radioproteção da empresa. Apesar de as autoridades policiais já terem sido acionadas, a empresa continua com a investigação interna e na procura das fontes.

Os técnicos da CNEN permanecem no local, apoiando as atividades de busca para a localização das fontes seladas extraviadas. A mineradora está regularmente licenciada pela CNEN e tem autorização para operação vigente até 30/12/2025.

Conforme a agência, tais fontes, apesar de serem de césio-137, têm atividade cerca de 300 mil vezes menor do que aquela do acidente de Goiânia. Além disso, essas fontes são confeccionadas em material cerâmico, ou seja, mesmo que fossem violadas em seus invólucros duplos de aço inox não seriam espalháveis como foi a fonte do acidente de 1987.

Essas fontes são classificadas como não perigosas pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). Por isso, não são esperados efeitos severos à saúde pelo contato com as mesmas. No entanto, é importante continuar as buscas para recuperá-las de tal forma a prevenir exposições desnecessárias.

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FONTE: G1 Globo


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